quinta-feira, 6 de setembro de 2012


O Conto dos Três Irmãos - Harry Potter


"  Era uma vez três irmãos que caminhavam por uma estrada solitária e sinuosa ao crepúsculo, a certa altura, os irmãos chegaram a um rio demasiado fundo para passar a pé e demasiado perigoso para atravessar a nado. Contudo, esses irmãos eram exímios em artes magicas, por isso limitaram-se a agitar as varinhas e fizeram aparecer uma ponte sobre as aguas traiçoeiras. Iam a meio desta quando encontraram o caminho bloqueado por uma figura encapuzada. E a Morte falou-lhes. Estava zangada por ter sido defraudada em três novas vítimas, pois normalmente os viajantes afogavam-se no rio. Mas a Morte era astuta.
  Fingiu felicitar os três irmãos pela sua magia e disse que cada um deles havia ganho um prémio por ter sido suficientemente esperto para a evitar. E assim, o irmão mais velho, que era um homem combativo, pediu uma varinha mais poderosa que todas as que existissem: uma varinha que vencera a Morte! Portanto a Morte foi até um velho sabugueiro na margem do rio, moldou uma varinha de um ramo tombado e deu-a ao irmão mais velho. Depois, o segundo irmão, que era um homem arrogante, decidiu que queria humilhar ainda mais a Morte e pediu o poder de trazer outros de volta da Morte. Então a Morte pegou numa pedra da margem do rio e deu-a ao segundo irmão, dizendo-lhe que a pedra teria o poder de fazer regressar os mortos. E depois a Morte perguntou ao terceiro irmão, o mais jovem, do que gostaria ele. O irmão mais novo era o mais humilde e também o mais sensato dos irmãos, e não confiava na Morte. Por isso, pediu qualquer coisa que lhe permitisse sair daquele local sem ser seguido pela Morte. E esta, muito contrariada, entregou-lhe o seu próprio Manto de Invisibilidade. Depois a Morte afastou-se e permitiu que os três irmãos prosseguissem o seu caminho, e eles assim fizeram, falando com espanto a aventura que tinham vivido, e admirando os presentes da Morte.
  A seu tempo, os irmãos separaram-se, seguindo cada um o seu destino.O primeiro irmão continuou a viajar durante uma semana ou mais e, ao chegar a uma vila distante, foi procurar um outro feiticeiro com quem tinha desavenças. Naturalmente, com a Varinha do Sabugueiro como arma, não podia deixar de vencer o duelo que se seguiu. Abandonando o inimigo morto estendido no chão, o irmão mais velho dirigiu-se a uma estalagem onde se gabou, alto e bom som, da poderosa varinha que arrancara à própria Morte, e que o tornava invencível.Nessa mesma noite, outro feiticeiro aproximou-se silenciosamente do irmão mais velho, que se achava estendido na sua cama, encharcando em vinho. O ladrão roubou a varinha e, à cautela, cortou o pescoço ao irmão mais velho.Assim a Morte levou consigo o irmão mais velho. Entretanto, o segundo irmão viajara para sua casa, onde vivia sozinho. Aí, pegou na pedra que tinha o poder de fazer regressar os mortos, e fê-la girar três vezes na mão. Para seu espanto e satisfação, a figura da rapariga que em tempos esperava desposar, antes da sua morte prematura, apareceu imediatamente diante dele.No entanto, ela estava triste e fria, separada dele como que por um véu. Embora tivesse voltado ao mundo mortal, não pertencia verdadeiramente ali, e sofria. Por fim o segundo irmão louco de saudades não mitigadas, suicidou-se para se juntar verdadeiramente com ela. E assim a Morte levou consigo o segundo irmão. Mas embora procurasse durante muitos anos o terceiro irmão, a Morte nunca conseguiu encontra-lo. Só ao atingir uma idade provecta é que o irmão mais novo tirou finalmente o manto de invisibilidade e deu ao seu filho. E então acolheu a Morte como uma velha amiga, e foi com ela satisfeito e, como iguais, abandonaram esta vida."



segunda-feira, 3 de setembro de 2012

sábado, 1 de setembro de 2012

domingo, 26 de agosto de 2012



"Enquanto os homens se contentaram com suas cabanas rústicas, enquanto se limitaram a costurar com espinhos ou com cerdas de suas roupas de peles, a enfeitar-se com plumas e conchas, a pintar o corpo com várias cores, a aperfeiçoar ou embelezar seus arcos e flechas, a cortar com pedras agudas alguns instrumentos grosseiros de música - em uma palavra: enquanto só se dedicaram a obras que um único homem podia criar, e às artes que não solicitavam o concurso de várias mãos, viveram tão livres, sadios, bons e felizes quanto o poderiam por sua natureza, e continuaram a gozar entre si das douçuras de um comércio independente; mas, desde o instante em que um homem sentiu necessidade do socorro de outro, desde que se ppercebeu ser útil a um só contar com provisões para dois, desapareceu a igualdade, introduziu-se a propriedade, o trabalho tornou-se necessário e as vastas florestas tranformaram-se em campos aprazíveis que impôs regar com o suor dos homens e nos quais logo se viu a escravidão e a miséria germinarem e crescerem com as colheitas." 

(Jean-Jacques Rousseau, Discurso sobre a Origem e os Fundamentos da Desigualdade entre os Homens. In Os Pensadores, São Paulo, Editora Abril, s/d, vol. 6, p. 264-265, trad. de Lurdes Santos Machado.)

sábado, 25 de agosto de 2012


"Livros pertencem aos seus leitores." (John Green)


Os Três Mosqueteiros em Cordel - Klévisson Viana

Autor: Klévisson Viana 
Ilustrações: Coruja 

Temas: aventura, companheirismo, disputa de poder, política, religião, clássico da literatura universal. 

*A partir de 13 anos 

"A famosa história dos mosqueteiros contada de um jeito todo especial. 'Um por todos e todos por um!' Uma das mais famosas aventuras 'de capa e de espada' que fizeram a delícia de muitas gerações é recontada aqui em formato de cordel. Com uma riqueza de rimas e imagens, o autor presenteia seus leitores com a história dos três mosqueteiros - que eram quatro, pois não se pode esquecer de D'Artagnan! - , fiéis escudeiros do rei francês Luís XIII. Um jeito bem brasileiro de contar uma história conhecida e admirada mundialmente."

Mão que Conta História - Márcia Leite

Autora: Márcia Leite 
Ilustrações: Taline Schubach 

Temas: respeito às diferenças, a importância de contar histórias, o uso da imaginação para resolver problemas. 

*A partir de 7 anos 

"Nesse livro, Márcia Leite nos revela todo seu surpreendente talento narrativo e original capacidade de lidar com as palavras. Ao estabelecer uma história em que as diferenças unem as personagens (que são duas irmãs), uma com deficiência visual e a outra não, a autora nos sensibiliza e nos mostra as possibilidades de um texto literário. Ela nos faz perceber as tantas escritas que o corpo possui. E mais: é olhando com os olhos da alma que Márcia nos diz que outros diálogos são possíveis e que o amor tem muitas mãos."

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

sábado, 18 de agosto de 2012