quinta-feira, 9 de maio de 2013

Leitura Sustentável - Estante Virtual

Participe do ciclo de reutilização  de livros!

Fonte: http://www.estantevirtual.com.br/leiturasustentavel/

quarta-feira, 8 de maio de 2013

terça-feira, 7 de maio de 2013

segunda-feira, 6 de maio de 2013

domingo, 5 de maio de 2013

sábado, 4 de maio de 2013

Ler com prazer - Estante Virtual

Ler com prazer:

- Para dormir
- A dois
- Livro de receita
- Ouvindo música
- De olhos fechados
- Até a bula do remédio


A Estante Virtual acredita que toda maneira de ler vale a pena. Por isso, convoca todos a romperem com as regras de leitura tradicional e lerem com prazer.


DESAFIO

1- Leia sem seguir referências ou tendências

Quando criança, você foi ensinado que os clássicos devem ser cultuados. Já na fase adulta, teve que se acostumar com as intermináveis listas de referências bibliográficas acadêmicas e profissionais. E para completar, o mercado editorial dita, a todo momento, novas tendências literárias. Como encontrar prazer em meio a tudo isso? A resposta é simples: liberte-se! Escolha o livro que quer ler com base, unicamente, nos seus interesses, gostos e curiosidades.


2- Leia sem obrigações ou metas

Na escola, você recebia uma lista obrigatória de livros e as datas das provas que avaliariam sua leitura. Assim, aprendeu a associar leitura somente à obrigação. Mas ler também pode ser sinônimo de prazer. Cada um tem o direito de ler no ritmo e na ordem que preferir: rápido ou lentamente, um livro por vez ou vários ao mesmo tempo, pular ou reler trechos, ler o final antes do começo, gostar de um livro ou mesmo abandoná-lo.


3- Leia sem se limitar a lugares ou situações

Durante todos esses anos, você também aprendeu que leitura tem lugar determinado e hora certa. Mas ler é um ato que pode ser feito em qualquer lugar, dos tradicionais aos mais inusitados. A qualquer hora, todos os dias, nos finais de semana ou só quando sentir vontade.


 Gostou dessa ideia? Então reinvente a leitura na sua vida, crie suas próprias regras e leia com prazer!

Fonte:  http://www.estantevirtual.com.br/lercomprazer/?bvendor=lercomprazer#2

quarta-feira, 1 de maio de 2013

domingo, 7 de abril de 2013

sábado, 6 de abril de 2013

sexta-feira, 5 de abril de 2013

quinta-feira, 7 de março de 2013

Meu ideal seria escrever - Rubem Braga

Meu ideal seria escrever uma história tão engraçada que aquela moça que está doente naquela casa cinzenta quando lesse minha história no jornal risse, risse tanto que chegasse a chorar e dissesse - "ai meu Deus, que história mais engraçada!". E então a contasse para a cozinheira e telefonasse para duas ou três amigas para contar a história; e todos a quem ela contasse rissem muito e ficassem alegremente espantados de vê-la tão alegre. Ah, que minha história fosse como um raio de sol, irresistivelmente louro, quente, vivo, em sua vida de moça reclusa, enlutada, doente. Que ela mesma ficasse admirada ouvindo o próprio riso, e depois repetisse para si própria - "mas essa história é mesmo muito engraçada!". 
Que um casal que estivesse em casa mal-humorado, o marido bastante aborrecido com a mulher, a mulher bastante irritada com o marido, que esse casal também fosse atingido pela minha história. O marido a leria e começaria a rir, o que aumentaria a irritação da mulher. Mas depois que esta, apesar de sua má vontade, tomasse conhecimento da história, ela também risse muito, e ficassem os dois rindo sem poder olhar um para o outro sem rir mais; e que um, ouvindo aquele riso do outro, se lembrasse do alegre tempo de namoro, e reencontrassem os dois a alegria perdida de estarem juntos. 
Que nas cadeias, nos hospitais, em todas as salas de espera a minha história chegasse - e tão fascinante de graça, tão irresistível, tão colorida e tão pura que todos limpassem seu coração com lágrimas de alegria; que o comissário do distrito, depois de ler minha história, mandasse soltar aqueles bêbados e também aqueles pobres mulheres colhidas na calçada e lhes dissesse - "por favor, se comportem, que diabo! Eu não gosto de prender ninguém!" . E que assim todos tratassem melhor seus empregados, seus dependentes e seus semelhantes em alegre e espontânea homenagem à minha história. 
E que ela aos poucos se espalhasse pelo mundo e fosse contada de mil maneiras, e fosse atribuída a um persa, na Nigéria, a um australiano, em Dublin, a um japonês, em Chicago - mas que em todas as línguas ela guardasse a sua frescura, a sua pureza, o seu encanto surpreendente; e que no fundo de uma aldeia da China, um chinês muito pobre, muito sábio e muito velho dissesse: "Nunca ouvi uma história assim tão engraçada e tão boa em toda a minha vida; valeu a pena ter vivido até hoje para ouvi-la; essa história não pode ter sido inventada por nenhum homem, foi com certeza algum anjo tagarela que a contou aos ouvidos de um santo que dormia, e que ele pensou que já estivesse morto; sim, deve ser uma história do céu que se filtrou por acaso até nosso conhecimento; é divina". 
E quando todos me perguntassem - "mas de onde é que você tirou essa história?" - eu responderia que ela não é minha, que eu a ouvi por acaso na rua, de um desconhecido que a contava a outro desconhecido, e que por sinal começara a contar assim: "Ontem ouvi um sujeito contar uma história...". E eu esconderia completamente a humilde verdade: que eu inventei toda a minha história em um só segundo, quando pensei na tristeza daquela moça que está doente, que sempre está doente e sempre está de luto e sozinha naquela pequena casa cinzenta de meu bairro. 

Fonte (s):

A crônica acima foi extraída do livro "A traição das elegantes", Editora Sabiá - Rio de Janeiro, 1967, pág. 91.

http://www.releituras.com/rubembraga_meuideal.asp

quarta-feira, 6 de março de 2013

terça-feira, 5 de março de 2013

segunda-feira, 4 de março de 2013

domingo, 3 de março de 2013

sábado, 2 de março de 2013

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013